Porquinho, a primeira adaptação em série O Senhor das Moscas do clássico de William Golding, estreou no Globoplay em 16 de julho de 2026, incluída na assinatura. São apenas quatro episódios, e a recepção da crítica está entre as melhores do ano, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Sobre Porquinho
Um avião cai sobre uma ilha isolada no Pacífico, no início dos anos 1950, e um grupo de garotos britânicos se vê sem nenhum adulto por perto. Ralph tenta organizar o grupo com a ajuda do intelectual Piggy, mas Jack lidera uma disputa de poder que empurra a convivência para o lado mais primitivo do instinto humano.
A série foi criada e roteirizada por Jack Thorne, o mesmo nome por trás de Adolescência, e dirigida por Marc Munden, que já assinou a série Utopia e o filme A Marca de Caim. A produção teve apoio da própria família de William Golding, autor do romance publicado em 1954, e foi filmada na Malásia.
Elenco de Porquinho
- Winston Sawyers como Ralph
- Lox Pratt como Jack
- David McKenna como Piggy
- Ike Talbut como Simon
- Thomas Connor como Roger
- Noah Flemyng como Sam
- Cassius Flemyng como Eric
- Daniel Mays como Fred, um dos poucos papéis adultos da trama
POrquinho é bom? Nossa análise
Sim, é uma das minisséries mais bem recebidas de 2026, embora não seja unanimidade. O maior elogio recorrente é a forma como Munden distribui a história: cada episódio se concentra em um personagem antes de tecer os fios da narrativa em conjunto, uma escolha estrutural incomum para uma adaptação literária.
Nem toda a crítica compra essa abordagem. Parte da recepção mais fria aponta que a trilha sonora experimental, com lentes olho de peixe e escolhas visuais estilizadas, às vezes pesa mais do que a tensão da história em si. Há também quem questione a reescrita de Piggy como um personagem mais virtuoso do que no livro original, uma mudança que altera o equilíbrio moral da trama.
Ainda assim, o saldo é positivo. Reduzir o romance a quatro episódios obriga a produção a manter o ritmo enxuto do livro de Golding, sem esticar a deterioração do grupo além do necessário, o que é justamente o ponto em que muitas adaptações literárias longas costumam perder força.









