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The Walking Dead: Dead City

Maggie e Negan se unem em missão perigosa por uma Manhattan destruída pelo apocalipse zumbi. Spin-off da franquia The Walking Dead.

Gabriel Silva9 de junho de 2026
The Walking Dead: Dead City

Ficha Técnica

  • Título original: The Walking Dead: Dead City
  • Ano: 2023 – presente
  • Criação: Scott M. Gimple e Eli Jorné
  • Showrunner: Eli Jorné
  • Elenco principal: Lauren Cohan, Jeffrey Dean Morgan, Gaius Charles, Željko Ivanek, Mahina Napoleon, Logan Kim
  • Gênero: Drama, Terror, Ficção Científica, Pós-apocalíptico
  • Temporadas / Episódios: 2 temporadas — 14 episódios no total (6 na 1ª, 8 na 2ª), com duração de 39 a 50 minutos por episódio
  • País: Estados Unidos
  • Idioma original: Inglês
  • Emissora: AMC / AMC+
  • Streaming no Brasil: Amazon Prime Video

Sinopse

Anos após os eventos da série original The Walking Dead, dois de seus personagens mais marcantes voltam ao centro das atenções: Maggie (Lauren Cohan) e Negan (Jeffrey Dean Morgan). O que os une, desta vez, não é ódio — é necessidade. O filho de Maggie, Hershel (Logan Kim), foi sequestrado por Croat (Željko Ivanek), um antigo líder dos Salvadores que agora domina o submundo de Manhattan com punho de ferro. Para recuperá-lo, Maggie precisa de Negan, o mesmo homem que assassinou brutalmente seu marido Glenn anos antes.

A ilha de Manhattan, isolada do continente desde o início do apocalipse, tornou-se um ecossistema próprio e caótico. As pontes foram destruídas, os túneis inundados, e os sobreviventes que ficaram construíram uma sociedade à beira do abismo — marcada por anarquia, violência, rituais sombrios e uma hierarquia brutal. Os arranha-céus apodrecem, as ruas pertencem aos mortos-vivos, e aqueles que ainda respiram aprenderam a ser tão perigosos quanto eles. Nesse cenário, Maggie e Negan precisam avançar juntos pela cidade, confrontando inimigos externos e os fantasmas de uma relação que nunca foi — e talvez nunca seja — simples.

Análise Crítica

Direção e Roteiro

A primeira temporada de Dead City surpreende ao optar por uma narrativa mais contida e focada em personagens, em vez de seguir a fórmula de expansão de mundo que esgotou parte do público da franquia. Com apenas seis episódios, a série tem espaço para respirar e explorar a tensão psicológica entre Maggie e Negan com uma profundidade que a série-mãe raramente alcançou nos anos finais. O showrunner Eli Jorné aposta em um ritmo deliberado que recompensa os fãs atentos à evolução dos dois protagonistas.

A segunda temporada, estreada em maio de 2025, amplia o escopo da narrativa e introduz novos grupos e conflitos, mas enfrenta o desafio clássico da franquia: quanto mais personagens e subtramas são adicionados, mais diluída fica a coesão da história. A separação de Maggie e Negan em boa parte dos episódios é uma escolha narrativa que divide opiniões — e parece não ter agradado boa parte do público.

Atuações

O ponto alto indiscutível da série é o trabalho de Jeffrey Dean Morgan e Lauren Cohan. A dinâmica entre os dois está no centro de tudo, e ambos entregam atuações que justificam a existência do spin-off. Morgan revisita Negan com nuances que transformam um vilão unidimensional em algo mais complexo: um homem carregando culpa, pragmatismo e um código moral torto, mas presente. Cohan, por sua vez, ancora Maggie em uma determinação quase feroz, com camadas de trauma visíveis em cada cena. Željko Ivanek constrói em Croat um antagonista eficaz — perturbador sem exagero.

Fotografia e Ambientação

A produção acerta ao transformar Nova Jersey nos cenários devastados de Manhattan. A fotografia é visivelmente mais vibrante do que a da série original — cores que se destacam contra o cinza do apocalipse, uma estética que mistura beleza e decadência com competência. A CGI, embora presente, integra-se melhor ao conjunto do que em produções anteriores da franquia. Manhattan pós-apocalíptica funciona como personagem: opressiva, labiríntica e esteticamente fascinante.

Trilha Sonora

A composição de Ian Hultquist cumpre sua função com eficiência, sustentando a tensão das sequências de ação e os momentos de silêncio introspectivo sem nunca se impor demais. Não chega a ser memorável de forma isolada, mas serve bem ao tom da série.

Nota

A média ponderada considera as principais fontes de avaliação disponíveis para a série:

  • IMDb: 7,2 / 10
  • Rotten Tomatoes — Audiência (Temporada 1): 5,8 / 10 (58%)
  • Rotten Tomatoes — Audiência (Temporada 2): 4,3 / 10 (43%)
  • MyAnimeList: N/A

Calculando a média ponderada entre IMDb e a média das audiências do Rotten Tomatoes das duas temporadas (aprox. 5,05/10):

Nota final: 6,2 / 10

Fontes: IMDb, Rotten Tomatoes

Onde Assistir

No Brasil, The Walking Dead: Dead City está disponível na Amazon Prime Video, com as duas temporadas acessíveis para assinantes da plataforma. Não há registro de exibição em outras plataformas de streaming no país até o momento.

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